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domingo, 27 de dezembro de 2009

Lista de desejos para o próximo ano


A lista de desejos é um exercício mental super importante. Normalmente, para quem não tem este hábito, causa alguns sustos, pois é nela onde você vai escrever o que quer para o próximo ano. E é exatamente aí que pode provocar sustos :-)
Este exercício de escrever o que se quer no papel é um exercício de reflexão, certamente. E muitas pessoas, com a correria do dia-a-dia, não param para escrever o que querem. Aliás, muitas delas não sabem exatamente o que querem para hoje, quem dirá para um próximo ano inteirinho.
Bem... aí vao algumas dicas minhas, que sempre funcionam pra mim. Faço minha lista há mais de dez anos e acho que ela está cada vez mais focada e especial. Espero que funcione pra você:
  1. Compre um caderno (mais abaixo explicarei como ele será útil durante o ano). Pode ser um caderno simples. Eu normalmente vou pela capa. Gosto da capa, compro o caderno. Ele será algo que irá usar muito (espero) durante o próximo ano. Melhor que se afeiçoe com ele :-)
  2. Separe um momento que esteja só. Sem interrupções. Isto é importante para sua concentração. Programe aproximadamente duas horas sem interrupções. Pode ser suficiente. Pode ser que precise de mais tempo depois. Não importa. Mas faça sem pressa.
  3. Escreva na primeira página quem você é. Pode usar meia página, uma página ou mais. Não importa. Escreva seu nome, sua data de nascimento, o que gosta, como aparenta ser, como se sente no momento. Não importa. Escreva sobre você. Não se assuste se esta fase o perturbar um pouco: muitas pessoas não falam muito de si. Mas lembre que este espaço é seu. É pra ser confidencial. Escreva o que quiser. Encante-se com você próprio neste momento.
  4. Escreva no topo da próxima página um título, como por exemplo: Saúde.
  5. Pule umas duas páginas e escreva o próximo título, como por exemplo: Família.
  6. E daí por diante: nesta fase, apenas os títulos, como por exemplo: Amor, Trabalho, Prosperidade, Moradia etc. O que você quiser.
  7. Agora, comece a escrever nelas. Não importa a ordem. Mas vá até os títulos e deseje. Deseje tudo mesmo. Escreva o que quer em relação a cada assunto.
  8. Releia. Se estiver cansado, separe mais um momento único seu para isto. Pode ser um outro dia, mas importante que seja antes do dia 31 de dezembro. Ou pelo menos, antes da meia noite :-)
  9. Na virada do ano, lembre do seu caderno. Mentalize o tanto de coisas que desejou por escrito e "deseje". Importante mentalizar.
  10. Sempre, durante o ano, que se desviar do foco, pensando em desânimos, dissabores ou tristezas, releia sua lista de desejos.
  11. E sempre, pelo menos uma vez por semana, releia seus objetivos, independente de seu estado de espírito. É importante você estar definitivamente familiarizado com seus desejos e ir percebendo se está se desviando deles ou se aproximando. Importante reler para voltar ao foco, no caso de ter saído um pouquinho. E se você lê sua lista uma vez por semana, ainda há tempo suficiente para corrigir as rotas.
  12. Perceba o quanto eles estão acontecendo. E isto é necessário. Assim como é necessário cada desejo que está lá naquele caderno.
  13. Torça sempre e foque seus desejos.
  14. Se quiser alterar a rota durante o ano? Você pode tudo. Mas concentre-se em querer atingir seus objetivos sempre. Durante cada segundo, minuto, dia do ano.
  15. Você certamente vai gostar de ver como os seus desejos vão se realizando.
  16. No final do ano, antes de comprar o próximo caderno e escrever a lista do próximo ano, releia todos os desejos do ano que está acabando e dê uma nota de 0 a 5 para cada um deles: sobre como cada desejo foi atingido ou não. Reflita um pouco, tanto para os que aconteceram e ganharam nota "5", como para os que receberam nota menor. Isto irá ajudá-lo a escrever os próximos e refletir também sobre os pequenos desvios e os porquês de não ter atingido alguns integralmente.
  17. Normalmente, os que levam nota menor do que 5 são aqueles que, por um motivo ou por outro, tiveram seu foco desviado. Aí... só você mesmo pra saber e entender os porquês. Talvez seja uma pequena sabotagem inconsciente sua, talvez tenha tido a ver com algum fator externo: não sei.
  18. O importante é continuar com foco. Hoje e sempre !
  19. Feliz Ano Novo. E que seus desejos se realizem !

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ano Novo necessário



Abaixo um texto meu. E um texto do meu escritor preferido.


Receita de Ano Novo (Dora Gayjutz Machado)

Para você ganhar realmente um belíssimo Ano Novo, precisa fazer por merecer.
É necessário varrer a casa, jogar o lixo e limpar com a pazinha. Não deixar pra traz.
É necessário cuidar do seu jardim, regar as flores e colher os bons frutos.
É necessário olhar pra frente, de frente.
Não são necessárias um milhão de coisas. Mas já diz a Programação Neurolinguistica: não fale no que "não" deseja. Fale sobre o que deseja de fato.
É necessário que viva o momento, que pense no futuro como quem o agarra agora, de perto, bem forte.
Nada de querer, não querendo.
Viver a vida intensamente: isto é planejar!
Amar a vida. A sua vida.
Para você ganhar um real e belíssimo Ano Novo, precisa querer.
Nada de escrever listas de desejos, sem realmente os desejar.
Coloque no papel e queira. De verdade.
A verdade é necessária. A fantasia, um pouco. Sonhos: muitos. Mas sonhar alto é necessário.
Sonhar alto: cai. Dizem os pessimistas. Sonhar alto faz realizações acontecerem de fato, é o que penso.
É necessário o respeito por si próprio. Pelos outros.
É necessário gostar-se, amar-se verdadeiramente "mais" do que ama ao próximo.
Mas todavia é extremamente necessário amar ao próximo. A todos os próximos. E com respeito, carinho e com um redundante amor.
É necessário cuidar da saúde, mas também mantendo alguns excessos de gula e prazer vez ou outra. Ou de vez em sempre.
É necessário rolar na grama se tiver vontade. Ou deitar e dormir na rede. Tanto faz. Apenas delicie-se em viver.
É necessário deliciar-se em viver.
É necessário adquirir-se. Sim. Porque adquirir-se significa querer-se muito bem. Enxergar seus defeitos, adquirí-los e tratá-los.
É necessário respirar. Sentir o respirar. Sentir o prazer. Sentir a vida.
A poesia? Para mim, realista e objetiva um tanto demais, nem tanta. Mas é necessária a poesia. A poesia dos momentos.
É necessário gostar-se. E querer-se. E praticar-se.
Espero que você viva muito. E que viva muito intensamente. Que viva intensamente os prazeres e os dissabores.
Sim, porque desejar que sejam somente "sabores"... ah.... isto não seria tão desafiador.
É necessário trocar experiências. E é necessário ficar sozinho quando quiser.
Fazer projetos, pensar e imaginar. Focar, sentir-se livre. Preso. Feliz. Triste às vezes.
Ser humano.
É necessário ser um ser humano intenso.
Desejo a você que seja um ser humano intenso e pleno. Com defeitos e qualidades: humano. Abrace os defeitos e
aprecie o que eles tem a oferecer: melhore-os, conquiste-os e não seja perfeito: é necessário :-)
Tire de dentro de você este "necessário". O que é necessário pra cada um é muito único.
Mas está dentro de você.
Beijo grande
Ótimo ano 2010. Necessário que seja " 10" !
Dora Gayjutz Machado

domingo, 29 de novembro de 2009

Minha mãe


Alguns tem mãe. Outros tem "A" mãe. A minha é deste tipo.
Vou pra onde posso com ela. Tenho paciência, carinho e respeito, além do amor enorme.
Sei que ela está comigo, mesmo quando não estou por perto.
Sei que ela está comigo, mesmo quando não tenho tanta paciência assim :-)
Sei que ela se preocupa comigo em qualquer lugar, a qualquer hora.
Se trabalho muito, se estou cansada, se estou apaixonada sozinha ... ela sempre pega o problema e trata como se fosse o dela. Mas o detalhe importante: não dá palpites.
Quando eu ia me casar com o pai do meu filho, perguntei a ela: "Caso ou não caso, mãe?" E ela me respondeu que não podia responder. Que eu que teria que decidir. E decidi.
Em todos os momentos importantes: no casamento, no nascimento e crescimento do filho, na separação, na outra separação, nas outras vitórias, no meu crescimento profissional e pessoal... ela sempre está lá. Em silêncio. Às vezes, nem tanto.
Aqueles olhos azuis que eu queria ter iguais... demorei pra perceber que são únicos. São os dela. Que olha a vida por uma perspectiva colorida, de frente, de cabeça erguida. Quero ser assim, como ela.
O corpo: dizem que ficamos como as mães. Detalhe, mas um detalhe bem legal: ela não tem nenhumazinha celulite sequer.
O bom humor? Além da celulite, acho que é genética.
Assim como o alcoolismo. Que graças a ela, não puxei ao papai.
Respeito, companheirimo. Amo minha mãe.
Fico triste quando vejo um filho maltratando a sua. Possivelmente elas não mereçam. Raras são as mães do tipo que não são "A" mãe.
Já deu um beijinho na sua hoje?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Colcha de retalhos


Estou fazendo uma colcha de retalhos.
Não é qualquer colcha. Ela é uma colcha de retalhos especiais.
Especiais dias de chuva e de reflexão. Especiais dias ou momentos de reflexão.
Assim estou criando a "minha" colcha de retalhos.
Sou hiper ultra mega ativa, mas tenho momentos de reflexão, de calmaria e de artesanato também.
Momentos de introspecção.
Estes momentos acontecem normalmente. Não há uma regra pra eles. Não há nada que os chame. Mas acontecem.
E minha colcha de retalhos é feita no meu tear. E há quem me conheça mais intimamente (ou nem tanto) que duvide que eu seria deste tipo de pessoa que gosta de artesanato.
Mas adoro.
Estes momentos de cores diferentes, proprio e bem apropriado para uma boa geminiana, são exclusivos.
Minha colcha de retalhos é bem diferente. Tenho foto dela. Mas está incompleta.
Pelos meus cálculos, pra caber na minha enorme cama de casal, precisarei de aproximadamente 120 retalhos tecidos em tear. Fiz 50. Nada mal, para quem teve a ideia recentemente.
Comecei a fazer um outro curso de tear, mais moderno e cheio de possibilidades. Mas os retângulos? Me perguntava o que fazer com tantos retângulos, provenientes das amostras que fui construindo com os pontos novos, de oportunidades novas, de desenhos novos.
Viraram uma ideia: a colcha.
Estou adorando. Fico em casa boa parte dos finais de semana: ouvindo música alta, relaxando, lendo e depois elaborando.
O que isto me traz: concentração. Acho que aumenta, além de persistir no yoga.
Posições? Nem tantas, mas muitas possibilidades.
Depois coloco a foto aqui. Mas encomendas? Não aceito, não.
Posso aceitar um aconchego na minha colcha de retalhos. Mas tem que ser "aquele" aconchego.
Assim como a colcha, muito especial e único.
Enquanto ele, o aconchego não vem, continuo com ela.
Divertimento? Tenho tantos outros, mas o geminiano se apega extremamente a algo. Depois a outra coisa. Agora é o momento dela.
Mas dizem que os geminianos não terminam as coisas. Talvez eu não seja exatamente assim. Termino. E quando terminar, começo outra coisa. O que será? Ainda não sei. Aceito ideias :-)
Beijos

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

E se tudo estiver errado?


Já aconteceu com você um monte de fatores sucessiva e irritantemente ruins, tudo ao mesmo tempo?
Alguns dizem que é o tal do "inferno astral". Eu, particularmente, não acredito.
Nem mesmo sequer era meu mês de aniversario (sim, porque para os entendidos no tema, o que dizem é que o inferno astral dá-se exatamente no período antecedente ao seu aniversario).
Enfim, naquele mês aconteceu de tudo: espirrar e tirar a coluna do lugar, ficar toda dolorida, colocar um emplastro (emplastro não se usava só na época dos meus pais? rs)nas costas e ficar com uma "baita" infecção alérgica com direito a pus, febre, coceira e muita dor. Ter que tomar corticoide para a infecção passar, ganhar seis quilos em duas semanas, ter que tomar medicamento fitoterápico pra perder quatro quilos após tudo isto, ser roubada violentamente, com direito a arrombamento do carro comigo dentro, o cara do roubo pular (literalmente pelos vidros)dentro do meu carro pra poder alcançar a bolsa que estava de difícil acesso, perder 800 reais, além dos documentos e um monte de coisicas interessantes de bolsa de mulher, tais como perfume importado, maquiagem legal, prendedor de cabelo, creme fator 30 para as mãos, creme fator 50 para o rosto, cartões de visita, chave da casa, máquina fotográfica com fotos do niver de setenta anos da mamãe (que aconteceu dois dias antes) e umas barrinhas de cereais .
Ufa !
Isto tudo não foi pouco. Quando pensei que tinha acabado e, como sempre, com meu costumeiro otimismo, disse pra mim mesma: "Já passou !", tive a grata surpresa de a Receita Federal liberar uma restituição de malha fina de 2005 (valor alto, caros leitores) para uma conta inativa antiga, onde tinha débitos.
A parte boa: não morri de alergia, nem de febre, nem de coceira. Também não infartei no roubo, nem no pós roubo. E nem, muito menos, quando descobri que tinha tanta coisa legal e inútil ao mesmo tempo dentro da minha bolsa de couro preferida.
Também não morri quando o banco pegou meu dinheiro da Receita. Enfim... estou aqui agora pra contar a historia.
Por que isto tudo acontece? E por que acontece de uma só vez? Conhecendo bem a mim mesma, que normalmente sou otimista e animada por natureza, só tem uma explicação que, caro leitor, custei a acreditar: Deus.
Deus é que faz isto tudo pra te testar. Testar pra quê? Talvez pra simplesmente testar e te dar algo bom em troca daqui a pouco. Talvez pra mostrar pra você que você realmente é forte e não cai fácil, não.
Chorar? Tive muita vontade. Mas aquela vozinha interior falava assim: "Dorinha, vai passar".
Passou mesmo!
Vou tomar um chop agora. Nem preciso de regime. O que são dois quilinhos a mais pra quem passou por tudo isto? Hora de comemorar mesmo :-)
A recompensa que "Ele" vai me mandar? Tô esperando. Acho que já, já... chega !
Beijos
Dora

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Corticoide




Você já usou corticoide na sua vida?
É algo que te incha, incha demais. Além de inchar, te deixa com uma fome de leão. Ou de peão. Do tipo daquela fome de comer e repetir, o que, é obvio, todos sabem bem do que se trata esta sensação.
Mas depois que você para de usar este medicamento, percebe que está um pouco mais gordinho. Tipo uns 6 quilos para uns 20 dias de remedinho básico.
Infelizmente, para alguns casos, somente este medicamento pode resolver. O que foi, no meu caso, a solução para uma alergia violenta.
E eu nem sabia que era alérgica a este tipo de coisa. Sabe aquele tipo de emplastro que você cola na pele para melhorar uma dor na coluna qualquer?
Bem... antes de falar no emplastro, existe a parte engraçada da estoria: um espirro tirou minha coluna do lugar. Isto é piada. Fala serio ! Alguém acredita que um espirro possa tirar a coluna de alguém do lugar? Pode, sim. Segundo o doutor do pronto socorro, isto é normalíssimo. O que ele me disse é que a maioria das pessoas não conta que isto ocorreu com ela kkkk
Bem... o medicamento fez um certo efeito, mas passageiro.
Então, resolvi usar um destes emplastros. Um, não. Dois. Um por umas três horas e o outro por mais umas outras três.
No dia seguinte começaram os vergões, a vermilhidão, a dor, a coceira e, acredite, a febre.
Conclusão para encurtar a estoria: a dor na lombar foi embora, mas somente o tal corticoide para fazer a alergia ir embora.
Agora, a cara de Fofão que fiquei com seis quilos a mais... dizem que somente eu é quem percebe (acho as pessoas tão gentis rs).
A coceira foi embora agora, depois de 5 semanas, mas as manchas vão ficar, segundo o o fabricante, por mais uns seis meses.
Quem diria... cada coisa que acontece com a gente :-)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Surprise :-)



Pessoal
Hoje fiquei positivamente muito feliz.
Quase 12.000 visitantes no meu blog.
Algo para refletir, portanto:
obviamente isto significa "mais vendas" do meu livro. Mas as pessoas não estão postando mensagens aqui. Por que são tímidas? Por que entram, mas não me conhecem? Por que não gostaram do que leram?
Não importa.
Estão entrando.
E estou suuuuper feliz hoje.
Amanhã terá texto novo por aqui. Pra comemorar isto.
Adoro !!!!
Beijos e sorrisos.

PS>>> Postem mensagens. Vou amar :-) Mesmo que sejam críticas, quaisquer que sejam elas. Obrigada :-)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Crônicas para Sorrir na Livraria Cultura



Pessoal
Agora meu livro está também na Livraria Cultura.
Compre, prestigie, dê de presente.
Beijos
Dora

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Tatu bola



Ouvi hoje no programa do Jô (aquele que um dia irei mostrar e falar sobre meu livro), uma atriz falando sobre a importancia do "Tatu Bola" na infancia dela (será que infancia sem acento tem a mesma graça?).

Lembrei-me que eu comia os tatus bolinha. Sim, eu os comia.

Lembro-me ainda do manipular do pobre bichinho. Catava-os arduamente todas as manhãs no jardim do vovô (nós morávamos na casa dos fundos), enrolava-os através do polegar e indicador direitos e punha-os de lado.

Fazia tudo de novo, tudo de novo, mas sempre olhando se um deles (ou varios) iam se abrindo. Se isto ocorresse, eu fazia de novo o movimento com os dedos da mão direita, fechando os teimosinhos novamente.

Quantos anos eu tinha? Não me lembro. Talvez uns três anos (perguntarei pra mamãe, que certamente se lembra desta coisinha nojenta). Não me lembro a idade, mas lembro-me do prazer que eu sentia em comê-los.

Sim... comê-los todos. Porque depois de enrolar uns cinco ou seis, enrolar novamente os que se desenrolavam, eu os comia. Um por um. Não todos de uma vez, mas sim "um por um", assim como quem saboreia um sushi, por exemplo.

Não me lembro do gosto. Blah. Ainda bem.

Mas lembro-me do estalo. Eles estalavam.

Isto hoje é nojento. Mas as crianças são perversas. Perversas e assassinas.

Assassinas de bichinhos (outro dia conto como meus irmãos matavam as formigas e as guardavam em caixinhas de fósforo).

A entrevista na tv hoje falava sobre não ter veterinarios para este tipo de bichinho.

Não iria adiantar. Ele não sobrevivia a uma consulta após a mastigada.

Como parei com isto? Minha mãe me pegou no flagra. Ficou só de longe olhando, olhando e olhando. Quando coloquei o primeiro daquela leva na boca, veio um tapão por trás da nuca.

Ele não foi parar longe, não. Este foi pro saco hihihi. Mas foi o último.

Comer tatu bola? Eca. Cada um tem uma mania.
E de louco, todos tem um pouco.

Hoje? Prefiro uma pizza.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Outono


Outono, momento frio,
momento de serra, de reflexão, de paz e de amor.
Momento de ficar e pensar
momento de esperar e de ir
momento de erguer os olhos,
de olhar do topo de uma montanha
na altura das nuvens.
Momento de perceber o quanto o universo é grande
e o quanto eu sou pequeno.
Pequeno de tamanho, mas não de alma.
Meu coração explode de emoção
e minha alma explode de paixão por este lugar.
Ai que vista!
Talvez nem todos a contemplem,
assim como nem todos apreciam uma bela lua cheia ou
por de sol de outono.
Ai que por do sol !
Pena tenho de quem não contempla.
O topo altíssimo da montanha.
O frio da serra nos poros sentidos da face
e o calor humano da emoção de apreciar.
A vida é feita de momentos.
Os momentos na montanha podem ser românticos
podem ser introspectivos
podem ser felizes ou meditativos.
Jamais tristes,
porque não há espaço para a tristeza
nesta beleza.
Ai que beleza !
A natureza se supera a todo instante
e eu me supero percebendo realmente que sou pequeno
pequeno em tamanho,
mas não em sentimentos:
meus sentimentos são de apreciação e muito amor.
Ai que amor !
Estou aqui agora e preciso ir, voltar pra casa.
Mas vou e volto.
E enquanto não venho, fico com a lembrança na memoria
e com a foto
no protetor de tela do computador. Outono !

Mutante



Em 1983 ganhei um concurso com o texto abaixo. Parece tão diferente de mim, lendo agora. Espero que gostem !

Mutante

Passo por passo,
pé ante pé.
Ruídos não existem:
Eu sou o silencio.
Lágrima por lágrima,
Uma voz dentro de mim
Que soa tristeza.
Braço por braço,
Mão por mão,
Movimentos rápidos e precisos,
Eu sou a agilidade.
Cara por cara,
Fisionomia por fisionomia,
Eu sou a mudança.
Pingo por pingo,
Lágrima por lágrima,
Eu sou a chuva
Que existe em mim.
Eu sou a vida,
Sou natureza,
Sou sentimento de amor
E de rancor.
Eu sou
Como um mutante
Que vaga no espaço
Sem ter a certeza
Pra onde vai.
Eu sou
Como uma cigana
Que vive aqui e ali
Fazendo trambicagens
Pra levar a vida.
Eu sou
Como uma teu
Que não crê em nenhum deus
E que me julgo uma deusa
- a minha deusa.
Eu sou o meu poder.
Eu sou como um pássaro,
Que voa de galho em galho
Pra tentar encontrar
Mais amor e conforto.
Eu sou como a lua
Que surge como um fio branco no céu,
Um branco sinistro,
Até se transformar
Em algo imenso.
Eu sou como o sol
Que é ofuscante, egoísta e poderoso.
Eu sou como tudo.
Sou perversa e amável
Sou cínica e franca
Sou triste e alegre
Sou fime começo
Sou sangue e água
Sou crueldade e inocência
Sou poder e lamentação
Eu sou o vicio e o remedio.
Eu sou mutante no que faço,
Sou variada no espaço.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos Namorados



Há quem pense que o Dia dos Namorados (Namorado aqui “entenda-se” assexuado. Pode ser “namorado” ou “namorada”, ok?) foi criado apenas para incentivar o comercio e as vendas de presentinhos.
Há quem diga que este dia não deveria ser comemorado (normalmente este tipo de pessoa é aquele tipo "solteiro", sem namorado).
E há ainda quem diga que deveria ser todos os dias.
Para o primeiro tipo, devemos pensar em não comentar. Normalmente este tipo de pessoa não gosta de colocar a mão no bolso para presentear (nem em aniversarios, nem no natal, nem no dia das crianças rs),
Para o segundo tipo, que posso estar correta ou não sobre estar falando, em sua maioria, dos solteiros, digamos que a inveja realmente é uma merda, como sempre digo :-) Não é porque você necessariamente não tem namorado ou namorada (a opção sexual é sua), que deve ficar gorando o dia amoroso dos demais que tem. E ainda por cima, desejando que não exista este tal dia, porque a solteirice não é, normalmente não é, eterna. Ela dura mas não perdura. Ou seja, no próximo ano você pode estar comprometido e irá querer ardentemente ganhar um regalo nesta singela data.
Agora para o terceiro tipo de pessoas, ou seja, aquele tipo de pessoas que gostaria que este dia fosse todos os dias, tenho alguns comentarios:
A felicidade nunca é eterna, a gente que a faz estar aqui ou ali. Ou não estar. Ou seja, se você tem um namorado, precisa esforçar-se para ser naturalmente flexível e carinhoso, o que certamente fará que todos os dias e momentos (ou a maioria deles) seja bastante agradável.
Agora se você pertence ao terceiro caso, mas mesmo assim está solteiro, não há nenhum problema com isto. Nem há, principalmente, nenhum defeito com você. Uma hora, um dia, qualquer hora ou qualquer dia, você irá encontrar alguém especial.
Enquanto isto não acontece, seja seu proprio namorado, apreciando e gostando de si proprio. A auto-estima é o primeiro passo pra você encontrar com alguém legal e duradouro.
E quando isto acontecer, realmente faça deste Dia dos Namorados realmente "t-o-d-o-s" os dias.
Invente, crie, use a imaginação e a criatividade. Seja carinhoso, seja autêntico, seja feliz consigo proprio, tenha expectativas atingiveis, viva o presente, invente. E ame !
Ame a si proprio e ao outro. Mesmo num dia frio em São Paulo, como o de hoje.
Ou vá pra Campos do Jordão, como eu irei amanhã: escolha alguém especial e passeie, coma um fondue, faça compras, tome um chocolate quente e ouça a orquestra.
Isto tudo vale a pena !
Feliz Dia dos Namorados !

Faça sua Crônica

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE "ALÔ ESCOLA" - http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/facasuacronica.htm

Agora é a sua vez!

Ao ler crônicas, você conhece a visão de mundo daquela pessoa que escreveu o texto. Tão interessante quanto isso é você mesmo tentar encontrar a sua forma de ver e questionar o mundo ao seu redor. Como? Escrevendo sua própria crônica. Além de observar mais atentamente as pessoas e situações que fazem parte do seu dia-a-dia, você estará exercitado sua redação ao tentar construir textos claros e, ao mesmo tempo, criativos.
As etapas abaixo podem servir como um guia caso você esteja começando a se aventurar pelo mundo da crônica. Com o tempo, você desenvolverá seu próprio processo criativo e o texto surgirá de forma natural, sem que seja necessário seguir etapas definidas.


Etapas para escrever sua crônica:

1. Escolha algum acontecimento atual que lhe chame a atenção. Você pode procurá-lo em meios como jornais, revistas e noticiários. Outra boa forma de encontrar um tema é andar, abrir a janela, conversar com as pessoas, ou seja, entrar em contato com a infinidade de coisas que acontecem ao seu redor. Tudo pode ser assunto para uma crônica.
É importante que o tema escolhido desperte o seu interesse, cause em você alguma sensação interessante: entusiasmo, horror, desânimo, indignação, felicidade... Isso pode ajudá-lo a escrever uma crônica com maior facilidade.


2. Muito bem. Agora que você já selecionou um acontecimento interessante, tente formular algumas opiniões sobre esse fato. Você pode fazer uma lista com essas idéias antes de começar a crônica propriamente dita.
Frases como as que seguem abaixo podem ser um bom começo para você fazer a sua lista:

"Quando penso nesse fato, a primeira idéia que me vem à mente..."
"Na minha opinião esse fato é..."
"Se eu estivesse nessa situação, eu..."
"Ao saber desse fato eu me senti..."
"Sobre esse fato, as pessoas estão dizendo que..."
"A solução para isso..."
"Esse fato está relacionado com a minha realidade, pois..."

Como você deve ter notado, é muito importante que o seu ponto de vista, a sua forma de ver aquele fato fique evidente. Esse é um dos elementos que caracterizam a crônica: uma visão pessoal de um evento.


3. Agora que você já formou opiniões sobre o acontecimento escolhido, é hora de escrever sua crônica. Seu ponto de partida pode ser o próprio fato, mas esse também pode ser mencionado ao longo do texto.

Escreva! Pratique! E procure usar a criatividade para criar seu próprio estilo, pois é isso que faz de um escritor um bom cronista.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Livro novo

Pessoas, estou escrevendo pouco por aqui.
E isto tem um bom motivo: estou focando minhas crônicas para mais um livro.
Fico contente por me visitarem aqui :-)
Beijos
Dora

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Primeira centena de livros vendidos ! Uau !

Pessoas !

Estou super feliz !
Acabo de completar a minha primeira centena de livros vendidos !

Parece pouco pra você? Não é, não. Lancei o livro no site a menos de um mês, nem priorizei ainda muito do meu tempo para divulgá-lo e já vendi 100 deles. E isto é só o começo !

Agradeço a você que comprou. E a você que ainda vai comprar. Ou comprar pra você mesmo ou pra dar de presente pra alguém. Espero que tenha gostado. Ou que goste, no caso de ainda não ter lido.

"Crônicas para Sorrir são historias que fui coletando por aí. Todas elas têm base real ou em historias minhas, ou em outras que alguém me contou. A maioria delas, participei diretamente. Usei a criatividade para modificá-las todas, inclusive e principalmente os nomes das pessoas envolvidas nelas. Cuidado com as historias que me contam: podem virar um livro ! Crônicas para Sorrir não é livro de piadas. Ele mostra que a vida é seria, mas nem tanto. E que o melhor remedio para vivê-la melhor é único: o sorriso !"

Prestigie meu livro. Conto com você. Leia e divulgue mesmo ! Brevemente você irá poder vê-lo em grandes livrarias :-)
Enquanto este "brevemente" não chega...

Se quer comprar um, dez, vinte ou uma centena, tanto faz: entre em contato comigo ou
Acesse o site www.biblioteca24x7.com.br. Vá em Crônicas. O meu é o único livro de Crônicas que está por lá. Pode comprar em formato impresso ou digital (ah... isto você já sabe!).

Aproveite e prestigie meu blog: www.doramachado.blogspot.com. Sempre posto coisas novas por lá ! Comente. Gosto de ouvir críticas :-)

Obrigada mesmo !
Beijos e um sorriso !

Dora Machado

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Barbeiragem iniciante feminina :-)


Monza branco, 1988. Mas isto era praticamente o top do ano. Este era o ano de 1989, que meu filho nasceu.
Tive que aprender a dirigir aos meus 21 anos de idade, com filhinho cobaia de 3 meses de idade, que me incentivava dirigir pra lá e pra cá.
A única coisa que eu não sabia era que o carro, o tal Monza branco (branco é meio feio, convenhamos rs), tinha os freios zerados. Zerados, não. Pois para "zerados" imaginamos algo como "perfeitos". Ele tinha absolutamente "nadica de nada" de freios.
Mas fui, mesmo assim, percorrer meu roteiro: escola de filho, trabalho, escola de filho e casa.
Antes da terceira parte, ou seja, buscar o filho na escola, decidi que precisaria verificar o freio, que ao menos pelos meus básicos conhecimentos de frenagem, estavam simplesmente sem funcionar !
Rua Clélia. O número, caro leitor, não posso revelar. Até porque os caras foram simplesmente maravilhosos.
Rua Clélia. Passei na hora do almoço, expliquei os detalhes, aliás, a falta de detalhes, dos freios. Deixei o Monzão lá, peguei um taxi e voltei ao trabalho após o almoço.
À tarde teria que buscar outro taxi para pegar o moço absolutamente "frenado".
Peguei carona, econimizei quinze reais na época e cheguei na Rua Clélia novamente.
Carro pronto. Paguei à vista.
Pronto. Vou pra casa, pensei !
Que nada.
Quem conhece a Rua Clélia sabe que é mão única. O manobrista do local "ainda" me perguntou se eu queria alguém para manobrar o veículo até a porta da loja.
Obviamente que eu não iria querer, não.
Acha que iria mostrar que só estava dirigindo um carrão (para a época) há apenas modestos quinze dias? Obvio que não.
Pois fui de ré até a porta da loja, manobrei para a frente da Rua Clélia e...
Estercei, estercei, estercei, estercei absolutamente tudo, tudinho para a esquerda.
Em cima da calçada, prestes a ir buscar o filhinho na escola (já estava atrasada), um motorista gentil deixou-me passar.
E passei.
Passei totalmente para a minha propria esquerda e bati na calçada, ao meu lado mesmo, num carro parado na rua, trocando pneus. Consegue visualizar?
Incrível? Sim, incrível.
Todos passando, olhando para aquela moça jovem totalmente estranha, batendo num carro parado.
Mas infelizmente o motorista começou a gritar: "Barbeira, barbeira, bateu na minha Brasília 'parada'!"
Para minha pior sorte, o local ficava exatamente embaixo de uma casa de moças felizes e trabalhadoras da noite, quando todas (umas seis ou sete) sairam à janela, gritando, alvoroçando, esbravejando: "Sua loura burra, sua vaca, sua retardada.... Moço, bate nela, bate nela, bate nela! "
Lembra daquela música "Joga a pedra na Geni", do Chico? Pois é... igualzinho.
Elas estavam erradas? Não. Absolutamente.
Bater num carro parado na rua era unicamente único :-)
Minha sorte?
O dono da loja da tal Rua Clélia foi ao telefone e chamou a policia. Como havia provável caso de agressão com a vítima (que prestem atenção: não era o cara da Brasilia, mas sim: euzinha mesmo a tal vítima !), em cinco minutos chegaram todos: com direito a barulhada de sirene e tudo mais.
As moças: quase foram presas por agressão.
O moço da Brasilia: quase preso por agressão e coasão de mulheres por incentivar as donzelas a quererem a tal violência.
Eu: saí ilesa: não tive que ir à polícia prestar queixa, nem nada.
Não tive que responder nenhum processo por ter batido muito forte num carro parado.
O moço da Brasília: me ligou no dia seguinte, pedindo desculpas pelo "inconveniente".
Eu? Perplexa.
Em algum lugar inverteram-se os papeis. Mas que levei um susto danado?
Ah... levei !
Nunca mais bati em nenhum carro parado. E já tenho mais de vinte anos de carteira agora.
Aquele moço: estava com o carro vendido. Um cara no interior de SP iria comprar o veículo no dia seguinte. Ele "só" foi trocar um pneu que não estava 'tão' bom, pra entregar o carro completíssimo e lindo e brilhante para o novo dono no dia seguinte.
Ufa ! Barbeiragem total e ainda por cima... a vítima ficou com remorso por eu ter sofrido tanto !
Eu teria feito diferente se fosse hoje: o carro parado não seria mais meu foco.

domingo, 19 de abril de 2009

Gi


O que são os amigos?
Eles são eternos. Isto só pra começar.
Eles são eternos e verdadeiros. Duradouros.
A gente passa por aí e nem percebe. Mas estes, os amigos, sim: percebe-se. Porque eles ficam.
Gi é uma amiga (lembrem-se que os nomes aqui são todos camuflados. Nunca se sabe se a terceira pessoa quer ficar no anonimato ou não). Gi é uma amiga essencialmente imprescindível. Trabalhamos juntas por muito pouco tempo há uns dez anos. Tínhamos a grata oportunidade de almoçarmos juntas. Só isto. Os demais minutos do dia eram compartilhados com outras pessoas, outro trabalho, outro foco. Mas o almoço era divinamente especial. Creio que para ambas.
Um almoço, uma caminhada, um bom papo.
E assim começou, casualmente, mas como nada é por acaso: propositalmente uma amizade duradoura.
Gi era do tipo de pessoa que resolvia tirar ferias no meio do inicio de tudo. Vou explicar: dois meses de empresa e surgiu uma oportunidade para que ela fosse tirar umas ferias na Europa. Ela simplesmente foi, mesmo não tendo o apoio do famoso chefe bravo da época.
Se fez certo? Certíssimo. Pergunta se ela foi aceita de volta na empresa? O primeiro corte foi o motivo simples para a demissão de Gi. Ela já sabia.
Mas um belo dia, convidou-me para o seu casamento. Uau.
Fomos eu e o meu namorado na época para Campinas. Foi num restaurante fechado pra eles.
Que ela estava linda e dona de um olhar brilhante, isto é fato.
Mas o noivo! Ah... o noivo. A pessoa mais romântica da festa. Simples e ardentemente provocativo, ele decidiu fazer um discurso (obviamente decidiu antes, pois tudo estava absoluta e definitivamente premetidato). Um discurso pra noiva: leu frases e mais frases lindas, explicando e citando trechos do amor deles, que somente quem teve o privilegio de ir a esta festa, pôde ter o prazer de saborear.
Maravilhoso. Eu teria chorado muito. E chorei mesmo.
Gi: mulher segura. Ela não teve palavras.
Eu também não teria.
Agora... vários anos depois? Continuam comemorando o aniversario do casamento. Este ano, em março, foi em Campos do Jordão.
E foi, como sempre, para muitos.
Poucos amigos, mas muitos afetos. O hotel recebeu não somente o casal maravilhoso que eu adoro, mas outros tantos, que estavam ali, comemorando esta festa com eles.
Eu não pude ir. Mas torço, de coração, para que isto se conserve por toda a vida.
E por outras vidas.
Não sei se eles acreditam em outras vidas. Eu acredito.
Espero que vivam sempre juntos e com este amor que é um exemplo.
De amizade, sobretudo. De amor e respeito.
Quero um assim pra mim!

Transmimento de pensação


O que seria da vida se não fossem as surpresas?
Que a intuição é algo comprovada e cientificamente verdadeira, isto já não é mais discutível, mas o que dizer-se dos pensamentos que acontecem simultaneamente entre as pessoas?
Se não aconteceu com você, certamente é porque você nunca reparou. Mas isto é fato.
Já pensou em balbuciar umas palavrinhas, quando, de repente, uma outra pessoa o faz ali, na sua frente?
É como se alguém tivesse "literalmente" roubado suas palavras.
Mas isto ocorre, de acordo a alguns estudos científicos que li, normalmente com pessoas que têm mais sintonia. Ou entre aquelas que normalmente, independente de terem uma certa sintonia ou não, convivem juntas com uma certa proximidade e frequência.
Certo dia eu estava em um treinamento de PNL (Programação Neurolinguística). Em um dos varios treinamentos de vivência, passei por alguns instantes de regressão para a infância e, consequentemente, por alguns fortes sentimentos.
No mesmo instante, minha irmãzinha querida, do outro lado de São Paulo (eu estava em Bauru), sentiu exatamente o que eu estava sentindo.
E o mais intrigante ou fascinante: ela sabia que era comigo.
Coisas assim acontecem? Sim, acontecem. Ela me narrou exatamente as sensações que eu havia sentido ali, a uns 400 quilômetros de distância dela.
Se isto é ciência, premonições, pressentimentos ou outro nome, não sabemos.
Mas que só acontece com gente que está muito próxima, a este nível... ah... isto sim!
Depois deste dia percebemos eu e ela que nossa sintonia era muito grande, independente de antes disto sempre sabermos que era uma ou a outra, quando tocava o telefone.
Brincadeira de criança ficar adivinhando se acertávamos ou não? Pode ser.
Mas hoje somos adultas. Absolutamente adultas. E isto acontece sempre.
Por quê? Talvez pelo amor.
Nós nos amamos sempre. E muito.
E isto faz com que percebamos o quanto (e quando) uma precisa da outra.

domingo, 5 de abril de 2009

O álcool


Tamara nunca havia ficado bêbada. Quase 40 anos de idade e nunca!
Você já ouviu falar em raclete? Raclete é uma panelinha Teffal alemã ou francesa que, na opinião de Tamara, é muito melhor do que fondue para o inverno:
Na parte de cima da panela (ligada no 220V) você vai grelhando os legumes e o as guarnições todas (pode ser bacon, cebola, champingon, abobrinha - ah... abobrinha é o melhor de tudo). Já previamente cortados você tem potinhos ao lado da panela com outras coisinhas que não vão nesta grelha, como por exemplo, milho, frango moído refogado, azeitonas, entre outros). Coloca-se tudo nas mini panelinhas individuais e cobre-se com queijo (cheddar, mussarela, prato ou o que você preferir). Montada a mini panelinha, coloca-se na parte de baixo da panela de raclete. Espera-se um pouco até grelhar o queijo.
Obviamente tudo isto é ótimo. Melhor ainda se for com um bom vinho tinto pra acompanhar.
Tamara estava na chácara de uns amigos com a tal panela. Tudo preparado, seis pessoas à mesa, inclusive o irmão, cunhada, filho e os amigos anfitriões especiais e queridos.
Tamara tem o hábito de gostar de falar. E entre uma raclete e um bom papo, o anfitrião foi enchendo a taça de vinho, sem que ela percebesse. Foram duas horas de raclete, vinho, conversa e ambiente agradável.
Até que todas as pessoas sairam da mesa, exceto ela.
Em menos de dois minutos, todos perceberam que Tamara ainda estava sentada à mesa, agora sozinha.
Não foi preciso muita astúcia para que todos percebessem que ela estava bêbada. Alegre, alegre.
Não... não conseguiu levantar da cadeira até que foram oferecidos a ela dezenas de confeitos de chocolate bem docinhos (dizem que o doce é bom. Cientificamente a glicose é ótima para estas ocasiões).
Dez ou quinze minutos se passaram, enquanto as gargalhadas eram de todos. O mico era Tamara, que foi o alvo das gracinhas. Tudo que perguntavam, ela respondia com uma gargalhada. Claro que não posso lhe contar aqui, caro leitor, o que era de fato tão engraçado, porque ela não se lembra para me relatar.
Mas, de qualquer maneira, em algum momento, teria que levantar-se. E o momento veio, acompanhado pelo braço do filho de um lado, e o braço do irmão, do outro lado.
Ups... tontinha, tontinha. Agora, dois minutos depois, parecia estar melhor.
Mas tudo quase recomeçou, quando lhe pediram para fazer um "quatro" com as pernas. Não foi possível, com certeza.
Tudo isto ficou na memória.
Um encontro super agradável, comida ótima e pessoas animadíssimas e queridas.
Mas a bebedeira? Este anfitrião é danado ! Ela jura até hoje que só tomou duas taças e não sabe o que aconteceu naquele dia. Já o anfitrião jura que foi completando a taça, a cada golinho. Ela deve ter bebido uma garrafa inteira, complementa o moço, apoiado pela esposa.
Dirigir de volta para São Paulo? Ainda não havia a lei seca, mas sem condições.
Ela e o filho dormiram lá.
Sem dor de cabeça no dia seguinte (vinho bom não causa isto normalmente), pegou o carro e foram os dois de volta para a cidade.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Casais


Você já reparou como tem mulher madura por aí com homem jovem? E vice-versa: homem maduro com mulher jovem.
Eu, com meus 41 anos, noto que normalmente os homens mais jovens, ou muuuuito mais jovens, são os que mais frequentemente olham pra mim.
E noto que os da minha idade, que particularmente seriam os meus preferidos, preferem as mulheres mais jovens.
Será que isto se explicaria porque as pessoas gostam das diferenças? Pode ser que sim, que este seja o explicável. Ou o inexplicável.
Vou regularmente à academia. Praticamente diariamente. E noto que sou extremamente devorada visualmente pelos homens mais jovens. Digamos, assim, uns 10 anos mais jovens.
Homens quarentões que eu poderia julgar "charmosos" não olham pra mim. Eles querem as mais novas.
Será que eu que sou diferente em querer olhar para alguém da mesma idade que eu? Ou será que eles que são os normais, em buscar a normalidade na total divergência?
Não sei. Não sabemos.
Já li sobre Homens serem de Marte e Mulheres serem de Vênus. Eu, particularmente, acho que eles não são de nenhum destes planetinhas. Acho que as pessoas gostam do que é diferente, do que é irrevente, do que não é comum.
Tenho um amigo cinquentão (não, ele vai brigar comigo aqui, caro leitor: tem apenas 49 anos). Este amigo acha que mulheres ideais pra ele são as mulheres de menos de trinta. Vê se pode: uma pessoa que tem um apartamento ao lado da praia e vai de carro, sem dar-se ao trabalho de uma minúscula caminhada, conquistando assim obviamente uma barriga enorme devido a tanta inércia e cerveja.... aprecia as garotas de vinte. E elas gostam. Se gostam dele e de sua barriga ou se gostam do dinheiro dele, não saberei contar aqui. Porém... as divergências são certamente apreciadas, por qualquer que seja o motivo.
Eu me lembro bem. Aos vinte e poucos anos era casada com um cara mais velho. Mas somente dez anos mais velho.
E hoje, com quarente e um, acho os mais velhos (por exemplo os de dez anos a mais) extremamente mais velhos do que eu.
Se os homens envelhecem mais rápido (incoerentemente, já que amadurem mais tarde do que as mulheres, normalmente), por que, ainda assim, as mulheres jovens os preferem?
Quanto a mim? Não busco nada. Gosto de mim, gosto de estar comigo. Mas eu apreciaria um de quarenta. Dez anos mais do que eu? Creio que não mais.
Uma pessoa muito mais jovem? Não creio que eu teria a devida paciência.
Uns dez anos a mais? Talvez o achasse velho, já que meu segundo ex marido tem apenas 4 anos a mais do que eu, e eu, particularmente, já o achava muito ancião há quatro anos, quando nos separamos.
O que faz da vida uma graça de vida?
As diferenças? Talvez.
Eu sempre digo: aos vinte, gostava dos homens de quarenta. Aos trinta, continuava gostando dos homens de quarenta. Agora aos quarenta, continuo gostando dos homens de quarenta. Quando eu tiver cinquenta, sessenta? Talvez eu continue gostando dos homens de quarenta.
Quarenta e um? Talvez eu ache um pouco demais.
Quanto a mim? Acho que não aparento tanto (risos). A idade está na consciência de cada um. Não está na minha ainda, não.
Regras? Não as temos. Apenas observações e acontecimentos. Talvez busquemos realmente as divergências, porque é tão chato quando temos tantas igualdades!
Por que será?

domingo, 15 de março de 2009

Crônicas para Sorrir


"Crônicas para Sorrir" são estorias que fui coletando por aí.
Todas elas têm base real ou em estorias minhas, ou em estorias que alguém me contou.
A maioria delas, participei diretamente.
Usei a criatividade para modificá-las todas, inclusive os nomes das pessoas, onde somente os nomes que estão na dedicatoria e na crônica Agradecimento são verdadeiros.
Cuidado !
Cuidado com as estorias (agora estorias se escreve sem acento rs) que me contam.
Elas podem virar um livro !
Crônicas para Sorrir não é um livro de piadas.
O livro mostra que a vida é seria, mas nem tanto.
E que o melhor remedio para vivê-la melhor é único: o sorriso !
Boa leitura e até a próxima estória.
Dora Machado

Respirar


As pessoas passam o dia, a noite, os dias, as noites, as semanas, meses e anos, sem perceber que estão passando. As pessoas fazem de tudo, profissional e pessoalmente, sem perceber cada momento em especial.
A arte de respirar. Já percebeu como as pessoas normalmente respiram por osmose, sem perceber que estão respirando?
Respirações curtinhas, superficiais e normalmente, mais no caso das mulheres, peitorais, sem aproveitar o máximo de nosso organismo.
A questão é complexa, quando você começa a aprender a respirar. Quando comecei a fazer yoga, ficava tonta com as respirações, que são diversas, mas normalmente se aproveitando o máximo de nossa capacidade.
Tem uma tal, que a chamamos "vulgarmente" de massagem abdominal, que você, de pé, inclina seu corpo para frente num ângulo de 90o, solta totalmente o ar de seus pulmões e faz movimentos de inflar e encolher a barriga. Meu Deus ! A primeira vez fiquei muito tonta mesmo e, ainda por cima, no dia seguinte, uma dor no abdomen, como se eu tivesse feito uma série de quatrocentas abdominais seguidas. E funciona.
Quando há stress, a melhor maneira de esvaziá-lo de dentro de si é a respiração.
Mas como respirar?
Quando se aprende a meditar nos centros budistas é muito parecido com o que aprende na yoga. Enche todo o seu máximo potencial de ar pelo nariz e esvazia também pelo nariz.
Na verdade, depois de anos de yoga aprendi que o expirar é uma consequência e que não é necessário fazer força. Demorou, hein?
O complicado é quando frequenta outros centros de melhoria para o seu corpo, como por exemplo RPG e Pilates.
Que confusão. E principalmente se você sai de uma destas aulas e vai pro yoga.
O RPG você enche o pulmão de ar pelo nariz, mas solta pela boca "inflando" a sua barriga.
Já no Pilates, você enche o pulmão de ar pelo nariz, soltando pela boca, mas sem inflar a barriga.
Confusões à parte, cada maneira é uma maneira especial e tem sempre um motivo pra se usar tal técnica.
Mas o que não podemos fazer é respirar sem perceber, como respirações curtinhas e velozes, disparadas.
O melhor a fazer é respirar. Vai perceber que sente que está vivendo cada minuto realmente pleno. E totalmente pleno.
Difícil? Leia algum livro sobre meditação.
Eu recomendo Comer, Rezar e Amar. Mostra facilmente como fazer isto no dia-a-dia, além de mostrar a beleza de uma mulher plenamente inteira.

sábado, 7 de março de 2009

Feliz Dia Internacional da Mulher


Ai ai ai...
Não seriam todos, absolutamente todos, os "dias" da Mulher?
Pode ser.
Eu, particularmente, acho meio machista esta comemoração. Mas já que ela existe, vamos aproveitá-la, enquanto ainda achamos que somos diferentes.
Diferentes sim. Diferentes pra carregar peso. Diferentes anatômica e sexualmente.
Diferentes.
Diferentes, mas especialíssimas.
O homem ou a mulher que vive sem amar uma mulher (mesma que esta seja a mãe dele, ou a vó, ou a irmã rs), não existe.
Mesmo que seja uma lembrança, sempre há a de uma bela mulher.
Aquela guerreira, aquela batalhadora e charmosa, delicada, ao mesmo tempo.
Quando eu morrer, tenho certeza de que as pessoas dirão que lá se foi uma mulher de fibra.
Mas agora, mesmo viva, as pessoas dizem isto. E não bastam os comentários, mas sobretudo, você especialmente sentir-se assim: viva e participante do todo.
Obviamente mulheres de fibra são especiais e irritantes. Quem não se irrita com uma mulher fora do normal? Uma mulher de fibra, que não chora, que abraça qualquer causa, que não teme a nenhum desafio e que ainda sai, acima de tudo e sobretudo, com a vitória em seus braços e semblante. Mas acima de tudo com um sorriso no rosto. E bela.
Ah... estas mulheres.
Antigamente as queimavam nas fogueiras. Ainda hoje, certamente, é uma enorme vontade de algumas em fazê-lo. Sejamos mais específicos: de algumas. Mulheres contagiantemente inteligentes e provocadoras de suspiros reticentes de inveja e admiração.
Mas isto não é tudo: o dia internacional da mulher, apesar de eu achar que são todos os dias. Absolutamente todos.
Este dia merece sim, ser comemorado. E bebemorado também.
Porque as causas foram e são muitas. É bom lembrar que até muito pouco tempo atrás elas não usavam calças jeans e eram escolhidas para o matrimônio.
Eu? Faço minhas escolhas. Sou uma mulher linda, jovem, dinâmica, inteligente e segura.
E você? Olhe-se no espelho. Auto-estima é tudo.
Antes de buscar o príncipe encantado, acredite em si mesma. O resto é consequência.
Eu me amo.
E amo este tal marco que gerou o Dia Internacional da Mulher.
Se acha ridículo, pense na Joana D´Arc. Seja um pouco assim. E mostre ao mundo que é tão sensível quanto antigamente, mas que é sobretudo um ser humano de fibra. E além disto, detendora de uma intuição incrível e um poder de dominar e influenciar pessoas. Inclusive, a si própria.
Feliz Dia Internacional da Mulher.

A vida passa ! Aproveite-a !

A vida passa muito rápido. Mas muito, muito rápido mesmo.
Para os que acreditam, como eu, em reencarnações, você ainda pode aproveitar a próxima. Mas de qualquer maneira, é melhor fazer o que pode agora, pra não deixar nada pra depois.
Para os que não acreditam, diga-se de passagem: a maioria das pessoas, falando-se em estado de São Paulo, vivam mesmo. Porque daqui a pouco acaba e você não vai pro céu. Ou pro inferno.
O céu deve ser meio monótono. Mas na minha opinião, existe o bem e o mal, de iguais tamanhos e proporções.
A vida passa. Se tem vontade de tomar aquele sorvetaço enorme bem gelado e calórico, tome.
Se tem vontade de beijar na boca, beije.
Se tem vontade de se assumir, assuma-se.
Se tem vontade de ficar dormindo, durma.
Se tem vontade de trabalhar menos ou mais, sinta-se à vontade.
Se tem vontade de correr, corra.
Se tem vontade de dançar, dance.
Se tem vontade de chorar, chore.
Mas não sofra. Os momentos felizes e os tristes existem. Ah... eles existem de igual tamanho. Cabe a você olhar pra eles e dar-lhes a devida atenção. Ou não.
A vida passa. Há que aproveitar-se dela.
Porque os momentos são únicos. E não voltam.
E existe aquele velho e bom ditado: "Melhor arrepender-se do que fez, do que não fez". Eu penso exatamente assim
Algumas pessoas me dizem, especialmente no trabalho, que devo rir menos. Que devo ser mais séria. Pobres delas. Eu rio. Eu sou séria, mas sou alegre.
O bom humor é tudo. E é graças a ele que ainda não tenho botox. Mas terei, e viverei o momento da agulhada dolorida.
Mas a vida passa. Seja feliz. Seja responsável pela sua felicidade. O resto é consequência (ai, como é difícil escrever sem o abolido trema da nova ortografia brasileira rs).
As consequências realmente existem.
E aquele pedaço de bolo? Eu, particularmente prefiro os sorvetes. Mas o bolo também é calórico (ou mais, ou menos que o sorvete). Mas coma o bolo. Aprecie o sabor. Ou do doce, ou o da coxinha, da empadinha, da feijoada, da caipirinha, da cerveja, do bom vinho, não importa.
Aprecie. A vida passa.
E, mesmo acreditando, como eu, em vidas futuras, certamente não estará aqui pra contar as histórias. Viva mesmo. Sem moderações rs.
Nota do autor>>>>> sem prejudicar as outras pessoas, ok?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Cara de Paisagem


Quem me conhece um pouco, só um pouquinho, assim bem pouquinho mesmo, já deve ter ouvido este termo que roubei de minha amiga Ely: "cara de paisagem".
Na vida a gente aprende, às vezes nem tanto, mas percebe que há muitas coisas que precisam ser irrelevantes, pra que outras possam valer a pena.
Fazer cara de paisagem é algo bem útil em situações do cotidiano. Quem pratica yoga ou meditação, como eu, pode usar outras técnicas melhores, inclusive, mas que iria requerer aqui algumas mais do que dezenas de páginas para exemplificar e exemplificar.
Mas não! Cara de paisagem não requer meditações ou estados em alfa, requer apenas um certo sentido irônico e agradável pra poder sorrir das diversidades.
Exemplo: se alguém te insulta verbalmente, ao invés de retrucar, ficar estressado revidando ou fazer cara feia (que aliás, só "envelhece"), faça cara de paisagem. Leve em consideração que o fato em questão é totalmente pequeno em relação aos momentos de prazer que você tem na vida, e faça cara de paisagem.
Se ainda não entendeu, caro leitor (e aqui, que fique bem claro, o caro leitor refere-se a qualquer sexo, qualquer sexo mesmo de qualquer leitor), cara de paisagem não é um ato em si, mas sim um estado de espírito.
A primeira vez que ouvi este termo de minha amiga e astróloga Ely, que aliás, tem seu blog publicado aqui no meu, morri de rir. Mas não ria, caro leitor. A cara de paisagem não envelhece, muito pelo contrário: ela rejuvenesce.
Já reparou quantas pessoas à sua volta prestam atenção em detalhes fúteis ou inúteis que não servem pra absolutamente nada, a não ser, criar encrenca com outras pessoas? Pois é... este estado de espírito que é fazer "cara de paisagem" pode ser íntrinseco a qualquer ser humano. Basta você pensar que aquela pessoa a quem você não é tão bem quisto, pode "sim" tomar atitudes que propositalmente ou não possam te afetar. Neste caso, ao invés de perturbar-se com tão pequeno fato (às vezes nem tanto), faça cara de paisagem.
Como? Respire fundo, conte até três (no mínimo), relaxe as mandíbulas, segure a respiração e solte. Depois disto, ao invés de responder ao provável insulto com outro insulto (de tamanho igual ou não), faça a tal cara de paisagem.
Por isto, caro leitor, a cara de paisagem é um estado de espírito.
Talvez se você tem atualmente entre 15 e 25 anos ainda não possa entender isto. Coisa de adulto (risos).
Mas certamente entenderá um dia.
A vida é bela, já diz o filme italiano vencedor de oscar. Mesmo durante a batalha, precisamos superar e perceber o quanto é bela. E se desfazer dos pequenos detalhes que poderiam (mas cabe a você que não possam) atrapalhar.
Implicar com detalhes? Deixe que o outro implique.
Façamos cada um a sua parte. Por um mundo melhor. Por um estado de espírito muito melhor.
Experimente.
Dúvidas, entre no meu blog e comente. Eu te explico os detalhes rs
Bjus

terça-feira, 3 de março de 2009

Foto de criança


Aos que têm minha idade ou um pouco menos, um pouco mais, certamente irão se lembrar disto.
Alguns até, não só se lembram, mas como também a guardam emoldurada em casa, na parede da sala. Alguns, por não terem coragem de pagar este mico, guardam-na na parede da casa dos pais (ou de um deles, se já está viúvo).
Sim, porque ninguém mais, ninguém menos culpado do que os pais.
Acho até que mais a vaidosa mãe do que o pai. Enfim... deixemos a culpa de lado e vamos aos fatos.
Passava um fotógrafo de porta em porta, oferecendo os serviços prestados. Os serviços consistiriam em uma foto no meio, com mais quatro ou cinco da mesma criança em volta da primeira foto. Cada uma olhando para um lado, mas todas praticamente iguais.
Enfim... o fotógrafo não precisa de mais de quinze minutos para convencer a mãe. Principalmente porque podia se pagar por elas em suaves prestações fixas e, o melhor de tudo, ele entregava a domicílio.
Tinha mais uma vantagem ainda: se a sua mãe não gostasse, não precisava pagar. Mas também não levava...
Ah... aqui cabe uma pergunta aos mais ricos da época: os fotógrafos assediavam a todas as classes sociais ou isto era um privilégio (ou sortilégio) dos pobres apenas?
Enfim... lembro-me como se fosse hoje, minha mãe aceitou. Eu, vaidosa como mamãe, torcia para que ela aceitasse, pois já havia visto uma daquelas na sala da casa de minhas primas. Cada prima tinha direito a um “book” resumido na parede – só pra elas (na verdade, os meninos também podiam ter este sucesso estampado em casa!)
Mamãe aceitou, como falei no parágrafo anterior. Agora, o que eu não sabia, era a maratona que se seguia para a sessão de fotos. Sim, porque os preços foram tão convidativos (e olha que mamãe ganhava pouco, mas tudo pelo prazer de ver as fotos lindas estampadas – naquela época ninguém andava com máquina digital por aí, certo? As facilidades eram outras).
E a sorte batia à sua porta com aquele fotógrafo chato perturbando seu bem-estar.
Ora, porque eu estava tão feliz e agora já pensava no chato do fotógrafo? O que mudou na percepção minha com relação àquele homenzinho?
Tudo. Simplesmente porque mamãe resolveu tirar mais umas fotos, não só para o porta-retratos da parede, mas para um “book” um pouco maior, com seis páginas só minhas em formato ampliado.
Obviamente lindas. Adoro aquele álbum até os dias de hoje. Eu estava com os cabelos louros lisos lindos e com um vestido de crochê que a minha mãe prendadíssima havia feito para mim. Não me lembro a cor dele (acho que era azul). As fotos, obviamente, eram preto e branco.
Preto e branco atualmente dão um certo charme nas fotos, mas naquela época, na minha época, eram caríssimas as fotos coloridas. Ah... se eram !
A tortura (e por isto tenho certa raiva daquele fotógrafo) é que ele escolheu um baú de madeira que ficava no quarto. O baú era lindo, mas duro. Claro, de madeira.
Nenhuma posição agradava ao fotógrafo: “Mãos no queixo”, “Não, agora mão na cintura e a outra em cima do joelho”. Bem... esta foi a idéia que minha mãe mais aprovou e que, sinceramente, doeu minha bunda de ficar sentada ali.
O bendito homem não se contentava com as poses da garotinha e pedia mais, mais e mais. Ufa.. Sessão terminada, olhei minha coxa (sim, apenas uma delas, pois a outra estava em cima da perna anterior) e havia um vergão. Vergão em ter ficado apoiada na quina no baú de madeira.
Ufa... mas valeu a pena. Ficaram lindas.
Mas aquele fotógrafo.... Certamente deve ter mudado de profissão !
Eu que não o quero por aqui...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Bom humor

Todos me perguntam como mantenho o bom humor sempre.
Simples a resposta: eu não mantenho.

Há momentos de alegria, há momentos de tristeza, de desafios, de amores e de dissabores.
E quem disser o contrário, caro leitor, pode ter certeza de que está blefando.
O bom humor? Não é sempre, não é nato. Simplesmente ninguém tem nada a ver com os nossos problemas, com os nossos pensamentos e, portanto, não precisam sofrer por isto.
O bom humor é contagiante. Ele revigora, rejuvenesce e estimula todas as células do corpo.
Quem já não leu por aí que o sorriso movimenta mais de centenas de músculos.
Sorriso causa rugas? Não causa. Não pelo menos aos que estão perto de você.
Sorriso causa sorriso.

Batom


Texto de Elizabeth Gilbert:

"Mesmo no meio das piores tragédias e crises, não há porque aumentar a tristeza de todo mundo mantendo, você mesma, uma aparência triste. Essa é minha filosofia. É por isso que sempre usei maquiagem e jóias na selva... nada extravagante demais, talvez só uma pulseira de ouro, uns brincos e um batonzinho, um bom perfume. O suficiente para mostrar que eu ainda tinha auto-estima."

Aliás, é super deprimente quando você não está em um dos seus melhores dias e fica se demonstando como tal para a população do planeta. Se está num destes dias, pelo menos eu acho que é o melhor a fazer, arrume-se, coloque-se em cima do salto (se for homem pode ser que prefira uma linda gravata) e vá trabalhar. Isto espanta mal olhado, mal humor e mal agouro. Além de trazer bons fluidos pra si próprio e pra comunidade.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A coluna

Quando você é jovem demais, refiro-me aqui a quando você tem entre 17 e 25, não liga pra muita coisa na vida.
Ainda não sabe como será sua carreira, apesar de ter sido tão otimista e ver que agora, aos 41, ela é realmente bem sucedida (talvez tenha a ver com o otimismo da época).
Não liga pras noites sem dormir. Aquelas ou que você está estudando horas a fio ou aquelas que você vai pra balada escondido do seu pai. Sim... porque ele não deixa, mas sua mãe autoriza com um leve toque de mão, um sorrisinho maroto que só as mães conseguem e um "psiu". Ele foi pra cama. Pode ir que é chegada a hora da farra !
Não liga muito para o que as pessoas pensam, não que agora você se importa tanto, afinal ninguém te ajuda a pagar as suas contas (é o que você sempre diz pra todo mundo, não é?). Mas não liga nada nada para o que as pessoas pensam a seu respeito ou sobre o jeito que se veste, ou o jeito que fala ou escreve.
Na verdade, nada importa mais do que viver a vida no momento em que ela é apresentada a você, coisa que você realmente somente percebe a importância disto agora.
Você, nesta fase da vida, onde é praticamente um pós adolescente, percebe que a vida é ótima e realmente "fodam-se" os outros. Ah... quantas vezes você aperta o botão do "foda-se", só pra poder garantir o direito de "dizer o que pensa, doa a quem doer". Com o tempo, percebe como é bom saber utilizar melhor as palavras, melhor as pessoas e melhor a si mesmo.
Não liga muito para a família, exceto o filho que teve precocemente. Não liga muito pra carros, coisa que sabe que vai fazer muita falta lá na frente.
Não liga pra contas, porque normalmente, nesta época, ainda está ou casada, ou morando com os pais. Tudo vem medianamente fácil.
Nesta idade você não liga muito pra várias coisas, mas normalmente escolhe uma a que se dedicar: eu, particularmente, escolho duas. A de crescer na vida, fazendo meu filho crescer, vencendo obstáculos e parando o carro no estacionamento dos gerentes (com carro da empresa, é óbvio). E ter um corpo ótimo.
Escrevo esta crônica no presente, tanto aos 17 anos, quanto aos 41, somente para exemplificar que os sonhos acontecem em qualquer época. E que sempre esta época é o presente.
Hoje faço tudo isto, inclusive estacionar na vaga dos gerentes e ter um corpo ótimo.
A única coisa que não sabia é que dói. Apesar de fazer yoga há um tempão, você abusa da postura, abusa da coluna, abusa dos joelhos e não percebe que, apesar de estar somente três quilos acima do peso que tem aos 17, dói. Isto pesa. Ah... se pesa.
Pois é... algo que não se liga aos 17, como evitar excesso de peso, ter más posturas e outras extravagâncias, percebe-se agora.
Mas não faz mal.
Acho que aos 17 não tem RPG e acupuntura.
Vou pra lá agora.
Dói. Mas passa. E quem disser que não passa é porque não sabe ser otimista.
Mas se você tem 41 e ainda não é otimista, talvez possa reencarnar e tentar novamente. Peça um novo joelho e uma coluna novos também rs e cuide bem deles.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Crônicas para Sorrir

Noite de autógrafos será em breve!
Entre aqui e acompanhe as novidades !

18 de março de 2009 !


Prefácio

Crônicas para Sorrir não é um livro para se gargalhar de passar mal.
Crônicas para Sorrir é um livro que conta apenas alguns fatos comuns da nossa vida ou
de qualquer pessoa, que representam pura e simplesmente a maneira natural
de se ser bem-humorado ou, mais simplesmente ainda, de se estar de bem com a vida.


Crônicas para Sorrir são estórias que fui juntando por aí, ou que fui inventando mesmo. Isto aí: A criatividade é uma parte da alma do negócio, digo, da alma do livro.

Às pessoas que foram fonte de inspiração para eu escrever estas singelas linhas, muito obrigada mesmo.
E um pedido de desculpas por não ter pedido autorização nem consentimento.
É justamente por isso que troco os nomes ou omito de uma forma natural e totalmente inofensiva.

Obrigada por lerem o livro.
Obrigada por opinarem e dar feedback,
porque, afinal, espero ser este o primeiro de muitos
e espero que todos sorriam um pouco
e comecem a perceber cada vez mais que o sorriso é vital para nossa sobrevivência.

Beijo e um sorriso,
Dora Machado