google-site-verification: google5518efc0d93fea89.html
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=193955005097401183#pageelements

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Barbeiragem iniciante feminina :-)


Monza branco, 1988. Mas isto era praticamente o top do ano. Este era o ano de 1989, que meu filho nasceu.
Tive que aprender a dirigir aos meus 21 anos de idade, com filhinho cobaia de 3 meses de idade, que me incentivava dirigir pra lá e pra cá.
A única coisa que eu não sabia era que o carro, o tal Monza branco (branco é meio feio, convenhamos rs), tinha os freios zerados. Zerados, não. Pois para "zerados" imaginamos algo como "perfeitos". Ele tinha absolutamente "nadica de nada" de freios.
Mas fui, mesmo assim, percorrer meu roteiro: escola de filho, trabalho, escola de filho e casa.
Antes da terceira parte, ou seja, buscar o filho na escola, decidi que precisaria verificar o freio, que ao menos pelos meus básicos conhecimentos de frenagem, estavam simplesmente sem funcionar !
Rua Clélia. O número, caro leitor, não posso revelar. Até porque os caras foram simplesmente maravilhosos.
Rua Clélia. Passei na hora do almoço, expliquei os detalhes, aliás, a falta de detalhes, dos freios. Deixei o Monzão lá, peguei um taxi e voltei ao trabalho após o almoço.
À tarde teria que buscar outro taxi para pegar o moço absolutamente "frenado".
Peguei carona, econimizei quinze reais na época e cheguei na Rua Clélia novamente.
Carro pronto. Paguei à vista.
Pronto. Vou pra casa, pensei !
Que nada.
Quem conhece a Rua Clélia sabe que é mão única. O manobrista do local "ainda" me perguntou se eu queria alguém para manobrar o veículo até a porta da loja.
Obviamente que eu não iria querer, não.
Acha que iria mostrar que só estava dirigindo um carrão (para a época) há apenas modestos quinze dias? Obvio que não.
Pois fui de ré até a porta da loja, manobrei para a frente da Rua Clélia e...
Estercei, estercei, estercei, estercei absolutamente tudo, tudinho para a esquerda.
Em cima da calçada, prestes a ir buscar o filhinho na escola (já estava atrasada), um motorista gentil deixou-me passar.
E passei.
Passei totalmente para a minha propria esquerda e bati na calçada, ao meu lado mesmo, num carro parado na rua, trocando pneus. Consegue visualizar?
Incrível? Sim, incrível.
Todos passando, olhando para aquela moça jovem totalmente estranha, batendo num carro parado.
Mas infelizmente o motorista começou a gritar: "Barbeira, barbeira, bateu na minha Brasília 'parada'!"
Para minha pior sorte, o local ficava exatamente embaixo de uma casa de moças felizes e trabalhadoras da noite, quando todas (umas seis ou sete) sairam à janela, gritando, alvoroçando, esbravejando: "Sua loura burra, sua vaca, sua retardada.... Moço, bate nela, bate nela, bate nela! "
Lembra daquela música "Joga a pedra na Geni", do Chico? Pois é... igualzinho.
Elas estavam erradas? Não. Absolutamente.
Bater num carro parado na rua era unicamente único :-)
Minha sorte?
O dono da loja da tal Rua Clélia foi ao telefone e chamou a policia. Como havia provável caso de agressão com a vítima (que prestem atenção: não era o cara da Brasilia, mas sim: euzinha mesmo a tal vítima !), em cinco minutos chegaram todos: com direito a barulhada de sirene e tudo mais.
As moças: quase foram presas por agressão.
O moço da Brasilia: quase preso por agressão e coasão de mulheres por incentivar as donzelas a quererem a tal violência.
Eu: saí ilesa: não tive que ir à polícia prestar queixa, nem nada.
Não tive que responder nenhum processo por ter batido muito forte num carro parado.
O moço da Brasília: me ligou no dia seguinte, pedindo desculpas pelo "inconveniente".
Eu? Perplexa.
Em algum lugar inverteram-se os papeis. Mas que levei um susto danado?
Ah... levei !
Nunca mais bati em nenhum carro parado. E já tenho mais de vinte anos de carteira agora.
Aquele moço: estava com o carro vendido. Um cara no interior de SP iria comprar o veículo no dia seguinte. Ele "só" foi trocar um pneu que não estava 'tão' bom, pra entregar o carro completíssimo e lindo e brilhante para o novo dono no dia seguinte.
Ufa ! Barbeiragem total e ainda por cima... a vítima ficou com remorso por eu ter sofrido tanto !
Eu teria feito diferente se fosse hoje: o carro parado não seria mais meu foco.

domingo, 19 de abril de 2009

Gi


O que são os amigos?
Eles são eternos. Isto só pra começar.
Eles são eternos e verdadeiros. Duradouros.
A gente passa por aí e nem percebe. Mas estes, os amigos, sim: percebe-se. Porque eles ficam.
Gi é uma amiga (lembrem-se que os nomes aqui são todos camuflados. Nunca se sabe se a terceira pessoa quer ficar no anonimato ou não). Gi é uma amiga essencialmente imprescindível. Trabalhamos juntas por muito pouco tempo há uns dez anos. Tínhamos a grata oportunidade de almoçarmos juntas. Só isto. Os demais minutos do dia eram compartilhados com outras pessoas, outro trabalho, outro foco. Mas o almoço era divinamente especial. Creio que para ambas.
Um almoço, uma caminhada, um bom papo.
E assim começou, casualmente, mas como nada é por acaso: propositalmente uma amizade duradoura.
Gi era do tipo de pessoa que resolvia tirar ferias no meio do inicio de tudo. Vou explicar: dois meses de empresa e surgiu uma oportunidade para que ela fosse tirar umas ferias na Europa. Ela simplesmente foi, mesmo não tendo o apoio do famoso chefe bravo da época.
Se fez certo? Certíssimo. Pergunta se ela foi aceita de volta na empresa? O primeiro corte foi o motivo simples para a demissão de Gi. Ela já sabia.
Mas um belo dia, convidou-me para o seu casamento. Uau.
Fomos eu e o meu namorado na época para Campinas. Foi num restaurante fechado pra eles.
Que ela estava linda e dona de um olhar brilhante, isto é fato.
Mas o noivo! Ah... o noivo. A pessoa mais romântica da festa. Simples e ardentemente provocativo, ele decidiu fazer um discurso (obviamente decidiu antes, pois tudo estava absoluta e definitivamente premetidato). Um discurso pra noiva: leu frases e mais frases lindas, explicando e citando trechos do amor deles, que somente quem teve o privilegio de ir a esta festa, pôde ter o prazer de saborear.
Maravilhoso. Eu teria chorado muito. E chorei mesmo.
Gi: mulher segura. Ela não teve palavras.
Eu também não teria.
Agora... vários anos depois? Continuam comemorando o aniversario do casamento. Este ano, em março, foi em Campos do Jordão.
E foi, como sempre, para muitos.
Poucos amigos, mas muitos afetos. O hotel recebeu não somente o casal maravilhoso que eu adoro, mas outros tantos, que estavam ali, comemorando esta festa com eles.
Eu não pude ir. Mas torço, de coração, para que isto se conserve por toda a vida.
E por outras vidas.
Não sei se eles acreditam em outras vidas. Eu acredito.
Espero que vivam sempre juntos e com este amor que é um exemplo.
De amizade, sobretudo. De amor e respeito.
Quero um assim pra mim!

Transmimento de pensação


O que seria da vida se não fossem as surpresas?
Que a intuição é algo comprovada e cientificamente verdadeira, isto já não é mais discutível, mas o que dizer-se dos pensamentos que acontecem simultaneamente entre as pessoas?
Se não aconteceu com você, certamente é porque você nunca reparou. Mas isto é fato.
Já pensou em balbuciar umas palavrinhas, quando, de repente, uma outra pessoa o faz ali, na sua frente?
É como se alguém tivesse "literalmente" roubado suas palavras.
Mas isto ocorre, de acordo a alguns estudos científicos que li, normalmente com pessoas que têm mais sintonia. Ou entre aquelas que normalmente, independente de terem uma certa sintonia ou não, convivem juntas com uma certa proximidade e frequência.
Certo dia eu estava em um treinamento de PNL (Programação Neurolinguística). Em um dos varios treinamentos de vivência, passei por alguns instantes de regressão para a infância e, consequentemente, por alguns fortes sentimentos.
No mesmo instante, minha irmãzinha querida, do outro lado de São Paulo (eu estava em Bauru), sentiu exatamente o que eu estava sentindo.
E o mais intrigante ou fascinante: ela sabia que era comigo.
Coisas assim acontecem? Sim, acontecem. Ela me narrou exatamente as sensações que eu havia sentido ali, a uns 400 quilômetros de distância dela.
Se isto é ciência, premonições, pressentimentos ou outro nome, não sabemos.
Mas que só acontece com gente que está muito próxima, a este nível... ah... isto sim!
Depois deste dia percebemos eu e ela que nossa sintonia era muito grande, independente de antes disto sempre sabermos que era uma ou a outra, quando tocava o telefone.
Brincadeira de criança ficar adivinhando se acertávamos ou não? Pode ser.
Mas hoje somos adultas. Absolutamente adultas. E isto acontece sempre.
Por quê? Talvez pelo amor.
Nós nos amamos sempre. E muito.
E isto faz com que percebamos o quanto (e quando) uma precisa da outra.

domingo, 5 de abril de 2009

O álcool


Tamara nunca havia ficado bêbada. Quase 40 anos de idade e nunca!
Você já ouviu falar em raclete? Raclete é uma panelinha Teffal alemã ou francesa que, na opinião de Tamara, é muito melhor do que fondue para o inverno:
Na parte de cima da panela (ligada no 220V) você vai grelhando os legumes e o as guarnições todas (pode ser bacon, cebola, champingon, abobrinha - ah... abobrinha é o melhor de tudo). Já previamente cortados você tem potinhos ao lado da panela com outras coisinhas que não vão nesta grelha, como por exemplo, milho, frango moído refogado, azeitonas, entre outros). Coloca-se tudo nas mini panelinhas individuais e cobre-se com queijo (cheddar, mussarela, prato ou o que você preferir). Montada a mini panelinha, coloca-se na parte de baixo da panela de raclete. Espera-se um pouco até grelhar o queijo.
Obviamente tudo isto é ótimo. Melhor ainda se for com um bom vinho tinto pra acompanhar.
Tamara estava na chácara de uns amigos com a tal panela. Tudo preparado, seis pessoas à mesa, inclusive o irmão, cunhada, filho e os amigos anfitriões especiais e queridos.
Tamara tem o hábito de gostar de falar. E entre uma raclete e um bom papo, o anfitrião foi enchendo a taça de vinho, sem que ela percebesse. Foram duas horas de raclete, vinho, conversa e ambiente agradável.
Até que todas as pessoas sairam da mesa, exceto ela.
Em menos de dois minutos, todos perceberam que Tamara ainda estava sentada à mesa, agora sozinha.
Não foi preciso muita astúcia para que todos percebessem que ela estava bêbada. Alegre, alegre.
Não... não conseguiu levantar da cadeira até que foram oferecidos a ela dezenas de confeitos de chocolate bem docinhos (dizem que o doce é bom. Cientificamente a glicose é ótima para estas ocasiões).
Dez ou quinze minutos se passaram, enquanto as gargalhadas eram de todos. O mico era Tamara, que foi o alvo das gracinhas. Tudo que perguntavam, ela respondia com uma gargalhada. Claro que não posso lhe contar aqui, caro leitor, o que era de fato tão engraçado, porque ela não se lembra para me relatar.
Mas, de qualquer maneira, em algum momento, teria que levantar-se. E o momento veio, acompanhado pelo braço do filho de um lado, e o braço do irmão, do outro lado.
Ups... tontinha, tontinha. Agora, dois minutos depois, parecia estar melhor.
Mas tudo quase recomeçou, quando lhe pediram para fazer um "quatro" com as pernas. Não foi possível, com certeza.
Tudo isto ficou na memória.
Um encontro super agradável, comida ótima e pessoas animadíssimas e queridas.
Mas a bebedeira? Este anfitrião é danado ! Ela jura até hoje que só tomou duas taças e não sabe o que aconteceu naquele dia. Já o anfitrião jura que foi completando a taça, a cada golinho. Ela deve ter bebido uma garrafa inteira, complementa o moço, apoiado pela esposa.
Dirigir de volta para São Paulo? Ainda não havia a lei seca, mas sem condições.
Ela e o filho dormiram lá.
Sem dor de cabeça no dia seguinte (vinho bom não causa isto normalmente), pegou o carro e foram os dois de volta para a cidade.