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domingo, 28 de março de 2010

GPS


Estava eu e uma colega de trabalho indo para um cliente nosso para uma reunião em Carapicuíba.
Cidade difícil esta: Carapicuíba.
O Google Map não ajudou muito pra calcular a nossa rota. Ele diz que tem que pegar a saída "fulano de tal" da rodovia "ciclano de tal", mas não te diz o quilômetro. Também ele nem te fala que o melhor caminho a fazer seria pela outra rodovia, ao invés desta que ele indica. Mas tudo bem. Este seria um outro capítulo !
Fomos seguindo o GPS de um celular. Ele fala. É uma mulher que fala. Ela tem a voz doce e não fala como robô, como a maioria dos GPS. Ela vai te indicando o caminho e se você entra na rua errada, ela automática e rapidamente já te recalcula a rota. E muito bem recalculado. Será?
Chuva, tempestade, enchente. Sexta-feira brava. Mas vamos indo. Parar no caminho para um confcall. Tempestade no meio do confcall. Mas iria dar tempo de chegar na hora marcada no cliente.
Se não fosse o bendito do GPS.
Bendito? Que bendito que nada! Ela (aquela moça da voz doce) nos fez virar uma rua à direita, depois outra à direita e mais uma à esquerda. E daí por diante. Quando fomos perceber, estávamos andando em círculos pela segunda vez. Isto se não andamos mais, sem notar, porque estávamos cegamente confiando naquela vozinha doce (até aquele momento somente rs). Voz doce e mentirosa, diga-se de passagem rs.
Perguntamos para cinco pessoas onde ficava a rua "beltrano de tal". Ninguém sabia. Perguntamos então pelo cliente mesmo. Ah... isto eles sabiam. Mas o que não sabiam era como chegar lá de carro. Explicações tão equivocadas quanto à de nossa amiga.
Até em ruas sem saída fomos parar rs. Mas encontramos um final feliz pra história:
Telefonamos para um colega que já estava no cliente. Ele foi nos resgatar. Nunca chegaríamos no local sem a ajuda dele, já que nem as pessoas, nem a moça com voz adocicada do GPS souberam nos informar realmente.
Minha mãe me ensinou a confiar nas pessoas. Acho que nem tanto.
Mas ela... esta voz que sai de dentro daquele celular: ela não é uma pessoa. E acima de tudo é mentirosa e equivocada rs, apesar de eu achar que ela é realmente muito bem segura de si, com aquelas afirmativas inquestionáveis.
Chegamos no cliente em baixo de tempestade. Sabe aquela tempestade que falei um pouco anteriormente? Aquela que passamos por ela? Sim... estávamos em São Paulo naquele momento.
Pois é ... ela chegou em Carapicuíba exatamente no momento que saímos do carro. Enfim... trajes ensopados para reunião, com direito a chegar com o cabelo molhado e tudo. Nem guarda-chuva adiantou.
Conclusão? Comprei um GPS decente ontem. Vamos ver a quais caminhos ele me leva por aí. Espero que por uns bons.O moço da loja que nos vendeu é de confiança: meu filho já comprou várias cositas por lá. Disse que é o melhor aparelho que ele tem. Vamos ver. Vou continuar confiando. Depois te conto rs.
Na hora em que saímos da reunião não chovia mais. Ufa. O caminho de volta? Bem mais fácil. Fomos seguindo nosso colega, que, aliás conhece bem aqueles caminhos.
Se fiquei irritada? Muitíssimo. Mas nada que fosse assim mais do que uma irritação fortíssima e relâmpago, que durasse mais do que alguns intensos segundos. Não sou de me irritar por pouca coisa, nem de ficar remoendo depois. Depois eu dei muita risada. Isso sim !
Só estava preocupada com o cliente. Mas deu tudo certo :-)
Ah... o GPS novo? Ele (na verdade este GPS tem voz de mulher também e nada tem a ver com aqueles robozinhos chatos) me falou ontem que eu estava acima da velocidade permitida. Mas eu estava numa via com velocidade máxima de 80km e esta mensagem veio aos 50km. Será que comprei outra mentirosinha equivocada? Vamos observar...
Ou talvez eu deva configurar para um outro tom de voz, hein?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Comitê Feminino - CEVA Logistics




Com muito orgulho faço parte integrante do Comitê Feminino da CEVA.


Comemoramos isto com muito orgulho hoje, Dia da Mulher.



O objetivo de nosso Comitê é "Construir uma nova cultura que incentive o desenvolvimento e a inclusão feminina nas oportunidades profissionais, inclusive de liderança, na CEVA LATAM."



Parabéns a quem faz parte do Comitê. E parabéns a quem não faz, porque o Comitê trabalha para todas elas :-)



Parabéns às mulheres! E leiam meu texto abaixo em homenagem a todas elas.


Aqui também coloco o link onde saimos "modestamente" falando sobre ele - Diário de São Paulo:

Beijos

Dia da Mulher


A mulher moderna não tem TPM. Ela cuida disto.
Ela não arranja desculpas para não fazer isto ou aquilo.
Ela, aliás, faz várias coisas ao mesmo tempo e tem várias personalidades num só dia.
Ela se veste e reveste a cada situação. Isto tudo pra poder se ambientar com o local e tratar cada situação como ela merece ser tratada: com exclusividade e flexibilidade.
A mulher moderna cuida do trabalho, da casa, da família, dos amigos. Mas não é só isto: ela cuida muitíssimo bem de si própria.
Ela sabe como gerenciar as pessoas, lida bem com elas e com os desafios. Atinge resultados como ninguém e usa da intuição e do bom senso para fazer com que cada indivíduo do time possa colocar o melhor de si no projeto ou nas simples ou sofisticadas e elaboradas tarefas do dia-a-dia.
Algumas ainda estão em fase de aprendizado, mas a maioria já é assim.
Hoje em dia não é anormal você ouvir uma mulher falando horas e horas sobre suas diferentes tarefas em um só dia. Antigamente era.
Por isto a mulher de hoje é única: sensível, vaidosa, charmosa, cheirosa? Isto é coisa do passado. Ela é tudo isto, mas é também uma profissional super bem sucedida e em crescimento. E isto é só o começo !
E isto tudo sem deixar de ter a delicadeza e o charme do sexo, que já é tema de aprendizado e coaching de muitos homens.
Beijos a todas as mulheres e a todos os homens, porque eles têm feito muito boa parte desta igualdade disciplinada em nossas vidas :-)

terça-feira, 2 de março de 2010

O motoqueiro (*) e a senhorinha


Acho até meio absurdo escrever este título pra esta crônica, pois o motoqueiro (este motoqueiro) não tem nada em comum com a senhorinha (Dona Firmina).

Nada em comum mesmo. E acredito que nem mesmo quando o motoqueiro vir a ser um “senhorzinho”, ele poderá ter algo relacionado com ela.

Dona Firmina tão doce, simpática e cheia de vida com seus setenta anos de idade. E ele um desprendido motoqueiro sem face. Só com o capacete e a velocidade da moto 125 cilindradas.

Esta história não acontece nos bairros de extrema pobreza de São Paulo: aqueles que você morre de medo de circular a pé ou de carro, a qualquer horário. Ela se passa no Bairro do Limão, numa rua cheia de casinhas e predinhos charmosos, sem violência ou ataques.

Dona Firmina vai diariamente ao mercadinho da esquina ou à padaria ou à banca de jornal. Naquele dia, ela foi aos três lugares.

Voltava, descendo pela íngreme calçada, vagarosamente e, muito provalvemente, em um de seus momentos meditativos, sem muitas preocupações. Apenas caminhando, voltando para casa, e vez em quando elevando olhares para ver se avistava alguma amiga conhecida para trocar poucas ou várias palavras despretenciosas.

Mas não. Nada disto, nem amigas, nem palavras. Dia ensolarado de São Paulo, céu azul, rua calma, oposto do normal que acolhe vários veículos indo e vindo, subindo e descendo da tal rua.

Na esquina, prestes a atravessar a rua, olhou para um lado e, antes de olhar para o outro, levou um baque e por pouco não caiu no chão, tamanha a força que a impulsionou contra a parede de uma casa.

Um motoqueiro agarrou e levou sua sacolinha, que nada mais continha do que as chaves do apartamento dela, umas fatias de salaminho e pão para o lanche da tarde com o marido, uma revista de palavras cruzadas para manter a memória boa acesa, um celular velhinho e poucas moedas de troco.

Que susto ela levou. Apareceram vários conhecidos para checar se ela estaria bem.

Perguntando a ela sobre como está se sentindo agora, depois desta brutalidade em plena luz do dia, com excelente bom humor e experiência e sabedoria de quem já tem setenta anos de idade, responde: “Foi tão rápido: Só lembro da sacolinha enrolada no braço dele, balançando com o vento da moto. Que engraçado !”.

Engraçado? Pode ser. Triste até. Trágico e infelizmente muito real para o século 21 paulista e paulistano. Mas o que me admira realmente é o espírito dela em levar as coisas numa boa. A lembrança engraçada da sacolinha balançando ao vento. Foi isto que ficou ! O celular, o lanchinho e a revista? Ela comprou outros. E agora olha com mais cautela, evitando o motoboy por estas esquinas da cidade.
(*) Por solicitação do Jonas, meu filho, alterei "motoboy" para "motoqueiro", pois "motoboy" é uma profissão. E não é este o caso. Obrigada, Jô :-)